Quando vale encadear vários agentes, como definir o contrato entre as etapas e onde pôr os checkpoints humanos para o erro não se acumular até o relatório.

Um agente que concilia, outro que calcula provisões, outro que analisa variações e um quarto que redige o relatório. Ligados em sequência, parecem a promessa de um fechamento que anda sozinho. Também são o jeito mais rápido de produzir um relatório bonito e errado, se a cadeia for desenhada sem cuidado.
Encadear agentes é uma questão de engenharia de processo antes de ser de IA. Cinco princípios fazem a diferença.
Uma sequência comum no fechamento tem cinco etapas:
Cada etapa pode ser regra, agente ou uma mistura, como o mapa do fechamento mensal detalha.
A saída de cada etapa deve ser um artefato estruturado, com campos fixos: uma tabela de lançamentos conciliados com status e confiança, uma lista de exceções com motivo. Texto livre entre etapas é o caminho para a ambiguidade. Se a etapa seguinte precisa "interpretar" o que a anterior quis dizer, o erro já entrou.
A conciliação não deve processar um arquivo que a etapa 1 não validou. A análise não deve rodar sobre uma base com exceções abertas acima do limite. Cada etapa tem condições de entrada claras e, se não forem atendidas, a cadeia para e avisa. Parar é um comportamento correto.
Se a etapa 2 concilia um lançamento com 72% de confiança, essa incerteza precisa chegar até o relatório, e não ser esquecida no meio do caminho. A regra mais segura: a confiança de um resultado é, no máximo, a menor confiança das etapas que o produziram.
Este é o ponto que mais surpreende. Se cada uma de cinco etapas acerta 95% do tempo, e os erros forem independentes, a cadeia inteira entrega o resultado correto em cerca de 77% das vezes (0,95 elevado à quinta potência). Um número individual que parece excelente vira uma taxa de erro de mais de um em cada cinco no final.
A resposta não é perfeição em cada etapa, é checkpoint: pontos em que uma pessoa ou uma regra rígida verifica o resultado antes de a cadeia seguir. Dois ou três bem escolhidos, geralmente antes do lançamento contábil e antes do envio do relatório, quebram a composição do erro.
Cada etapa registra o que recebeu, o que fez, com qual versão e qual confiança. Sem isso, quando o relatório final tiver um número estranho, ninguém consegue descobrir em que ponto da cadeia ele nasceu. É o mesmo princípio de qualquer trilha de auditoria de processo automatizado.
Veja se a escolha entre agente e regra já foi bem feita em agente de IA ou automação por regra.
Não comece com cinco etapas. Comece com duas, com um checkpoint entre elas, e uma saída estruturada: por exemplo, conciliação seguida de análise das exceções. Meça acertos, correções humanas e tempo. Só então acrescente a próxima etapa. A cadeia se constrói por elo, com o primeiro estável antes do segundo.
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